Essa série nasceu de uma imposição do meu cotidiano. Essas borboletas foram coletadas, ao longo de meses. Vindas, literalmente, de cima, suas asas caem na porta da minha casa num sinal de que a vida é mais breve do que imaginamos. Elas ficam presas tentando voar nas frestas entre o vidro e as colunas de concreto da minha garagem. Borboletas sempre falaram comigo em forma de sinais espirituais, e em 2021, me mudei para essa casa onde esse fenômeno começou a acontecer. Uma série então surgiu. Sua beleza são poemas vivos que me inspiram a fotografar e a também rascunhar poesia em palavras:
Acordei hoje cedo com uma borboleta dentro de mim, fazendo força para voar, suas asas em meus pulmões me impulsionava a suspirar: saia, saia desse lugar!
Suspiro, e natureza viva cresce em mim, impávida cria raiz, enverdece, floresce, seus galhos de jatobá me envolvem em seu calor e agora, novamente, posso andar….
Festa de efêmeros ventos, elas espelham metálicas a definição da fragilidade.
Cambaleantes carregam e anunciam a brevidade do tempo, da vida, dos encontros.
Visitam o meu jardim e se espalham em transparencias reais.
Das metamorfoses de voos baixos para voos cada vez mais altos:
Elas vem do chão, e ao chão voltarão, carregam pó em suas asas,
Sobem e soltam faíscas de esperança, esperança das pequenas mudanças de cada segundo de minutos que não se repetem.
Ethereum é o seu nome, e a minha casa é você….



























